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Afogamentos: Academia Americana de Pediatria atualiza orientações de prevenção

No Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e adolescentes, e os cuidados não devem ser redobrados apenas em praias e piscinas ​ Quantas mães deixam seus filhos brincando pela casa enquanto cozinham? Afinal, o que pode ter de tão perigoso nisso? Pois, há poucos dias, a pequena Elmar Dahil, de 2 anos, se afogou, acredite, em um balde enquanto a mãe estava distraída preparando o jantar a poucos metros de distância. O caso aconteceu na cidade de Bursa, na Turquia, de acordo com o The Sun. ​ A mãe, Fatma Dahil, esqueceu o balde – que usaria para limpar a casa – em um dos cômodos. “Quando a encontrei, ela não se mexia. Eu a tirei imediatamente e gritei para os meus vizinhos. Eu não sabia que minha filha tinha caído no balde”, conta a mãe, desolada. No hospital, os médicos confirmaram que a criança já chegou sem vida. ​ Um afogamento pode ser mesmo silencioso e rápido. Seja em balde, banheira, piscina ou praia, ele está entre as principais causas de mortes de crianças no mundo todo. No Brasil, somente em 2016, 913 meninas e meninos de zero a 14 anos perderam suas vidas em razão desse tipo de acidente. Destas, mais de 400 tinham menos de quatro anos. Já nos Estados Unidos, em 2017, quase 1 mil crianças morreram de afogamento e 8,7 mil visitaram uma sala de emergência do hospital por esse motivo. ​ Como manter seu filho seguro na água ​ NOVAS ORIENTAÇÕES Para reorientar a atenção dos pais e médicos, a Academia Americana de Pediatria atualizou as recomendações sobre segurança na água. “Muitas dessas mortes ocorrem quando não se espera que as crianças estejam nadando ou quando têm acesso imprevisto à água. Crianças são naturalmente curiosas; é por isso que precisamos implementar outras estratégias, como cercas de piscina e fechaduras de portas”, orientou Sarah Denny, principal autora da declaração política “Prevention of Drowning”, publicada em março. O documento contém estratégias para proteger as crianças em cada etapa de sua vida. Veja quais são elas: ​ – Os pais devem ficar sempre atentos na hora do banho; – Após o banho é recomendável esvaziar imediatamente baldes, banheiras e piscinas; – As crianças devem usar sempre coletes salva-vidas enquanto estiverem perto de lugares com piscina, lagos, rios e mares; – Para casas com piscina, a medida de segurança mais importante é ter uma cerca que rodeie completamente a piscina e a isole da casa; – Os pais nunca devem deixar as crianças sozinhas ou sob os cuidados de outra criança enquanto estiverem em ou perto de banheiras, piscinas e praias; – Não deixe crianças pequenas sozinhas no banheiro; – Quando bebês ou crianças pequenas estão dentro da água, um adulto deve estar ao alcance de um braço, proporcionando constante “supervisão por toque”; – Mesmo com crianças mais velhas e que saibam nadar, o adulto deve se concentrar na criança e não se envolver com outras atividades que causem distração. ​ APRENDENDO A NADAR Ainda segundo AAP, todas as crianças devem aprender a nadar. “Pesquisas descobriram que as aulas de natação são benéficas para crianças a partir de 1 ano, e podem diminuir as taxas de afogamento”, afirma Linda Quan, coautora da declaração de política. Aqui, no Brasil, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é a de que as crianças comecem a praticar natação a partir dos 6 meses. A partir dessa idade, o conduto auditivo (parte interna do ouvido), que até então era reto, forma uma curvatura, dificultando a entrada da água e reduzindo as chances de infecção. Além disso, o bebê também já estará imunizado contra alguns agentes.  No entanto, nessa fase os bebês ainda não aprendem a nadar de fato. “Só por volta dos 3 anos é que ele terá maturidade suficiente para repetir os movimentos ensinados e prender o ar para mergulhar. É quando as academias deixam de exigir a presença dos pais nas aulas”, explica a pediatra Daniela Piotto, do Fleury Medicina e Saúde (SP). “Alguns lugares oferecem uma aula especial em que as crianças nadam com roupa para que saibam se virar em caso de acidentes, o que é fundamental”, destaca a especialista. “As famílias podem conversar com o pediatra pra saber se a criança está preparada para as aulas de natação e depois procurar um programa com instrutores experientes e bem treinados. Idealmente, os programas também devem ensinar ‘competência em água’ – a capacidade de sair da água se o seu filho acabar nela de forma inesperada”, explica Linda Quan. Além disso, segundo ela, a atividade pode ser uma ótima atividade em família. “A água está em toda parte e precisamos de múltiplas ações para proteger as crianças dos riscos mortais que ela representa”, finaliza a pediatra. ​ Fonte: Revista Crescer 

Segurança no berço

O berço deve ter superfície firme de apoio e nada mais deve estar nele, como brinquedos, travesseiros e almofadas, pois podem sufocar o bebê durante o sono. O bebê pode estar enrolado numa manta do tórax para baixo, sempre deitado de barriga para cima. Alguns cuidados na hora da escolha do berço deixarão a hora do sono mais confortável e segura:• Estrado: de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é melhor que o estrado seja uma placa inteira.• Grades: a distância entre as grades precisa ser de, no máximo, 6 cm para evitar que a criança passe o ombro, mãos ou pés nos vãos. A altura das laterais deve ser medida desde a base de cima do colchão e ter, no mínimo, 60 centímetros. Se as grades forem móveis, devem possuir sistema de travamento.• Pintura: deve ser feita com tinta atóxica.• As bordas e partes salientes devem ser arredondadas.• Colchão: o colchão ideal para bebês deve ter densidade de 18 (D18). O vão entre a lateral do móvel e o colchão não pode ser maior que 2,5cm. ​ ​ Fonte: Coordenação do Blog Pediatra Orienta

Muito cuidado com o Slime

Pais, muito cuidado com o Slime! O slime virou uma febre entre as crianças. Essa “geléia” pode ser comprada pronta ou feita em casa. O problema é que algumas pessoas estão tendo complicações após brincar com o produto, principalmente por conta de uma substância química utilizada na mistura: o bórax. O bórax é uma substância química conhecida como borato de sódio e realmente oferece riscos para quem o manipula, principalmente sem o uso de equipamentos de proteção individuais.Esta substância pode causar muitos problemas a saúde por ingestão, mesmo somente colocando a mão na boca, como também por contato na pele causando desde alergias até queimaduras, além de ser absorvida pela pele da criança indo até a corrente sanguínea. O bórax pode causar muitos sintomas gastro-intestinais desde náuseas e vômitos, assim como diarreia e até sangramentos. Causa também uma dor abdominal muito importante, além de poder desencadear sintomas respiratórios também. E uma coisa muito importante, não existe exames específicos para se detectar a intoxicação pelo bórax e não há antídotos e já há muitas crianças internadas por intoxicação pelo Bórax.Ao fazer o slime em casa, a criança não sabe ao certo quanto utilizar de cada substância. “Mesmo pensando em água boricada é preciso tomar cuidado com a quantidade que vai ser utilizada no slime”.Por isso, é preciso ter cuidado com a quantidade de outros ingredientes também utilizados na fabricação do slime , como creme de barbear, cola branca, tinta e bicarbonato de sódio. Outra substância muito utilizada no slime é o amaciante. Este produto é um saneante domissanitário e pode ser muito tóxico se ingerido, inalado ou em contato com a pele.A fabricação do slime é um momento em que a criança tem a chance de preparar o brinquedo junto com os pais ou amigos. Por isso, é importante procurar por receitas que envolvam menos substâncias tóxicas e comprar produtos que são registrados ou brincar com os produtos industrializados já prontos. Aviso importante aos pais: náusea , vômito, diarreia , dor abdominal e lesões de pele após maneio do slime, ligue para seu pediatra! ​ Fonte: Dr. Carlo Amino

Manobra de Heimlich – como desengasgar uma criança e salvar sua vida

Quando uma criança engasga é um baita susto! Aprenda aqui a fazer a manobra de Heimlich, fácil, rápida e eficiente ação que pode salvar a vida de quem se engasgou. ​ É importante a gente saber essas coisas pois, em casos de asfixia, engasgo, a ação de quem está perto tem que ser rápida e eficiente. A menor maneira de se ajudar uma pessoa, de qualquer idade, a se livrar de um objeto que ficou preso na garganta, traqueia, e aplicar a manobra de Heimlich em que se usa as mãos para exercer forte pressão no músculo do diafragma que, pela compressão dos pulmões, induzirá uma tosse artificial, um movimento que expulsará o que estiver obstruindo a respiração. A aplicação em bebês e grávidas tem de ser muito cuidadosa. ​ Sinais de obstrução das vias aéreas superiores 1. A vítima tosse com desespero 2. A vítima agarra a garganta com as mãos (exceto bebês, claro) 3. Cianose (cor da pele cinzenta ou azulada) 4. As veias do pescoço ficam dilatadas 5. Perda da consciência Uma recomendação aqui é necessária: Quando uma criança se engasgar nunca tente retirar o que tem na boca com seus dedos pois poderá empurrar tudo mais para dentro – só será viável se parte do objeto estiver ao alcance dos seus dedos em pinça. Também não o sacuda nem o vire de ponta cabeça (sim, no desespero a gente faz tudo isso). O mais efetivo é mesmo a manobra de Heimlich, em suas variantes para as diversas idades. O vídeo a seguir mostra a manobra de Hemlich. Existem três cenários possíveis para um engasgo ou obstrução das vias aéreas superiores: obstrução parcial, obstrução completa com a criança consciente e obstrução completa com a criança inconsciente. Em cada um dos casos veja o que você pode e deve fazer. ​ Obstrução parcial Este caso é tranquilo, não se preocupe mas atenda a criança que, com certeza, estará assustada com a sensação de engasgo. A criança estará chorando, aflita com a comida que não passou direto para o estomago, por exemplo. Incentive a criança a tossir, faça com que ela levante os bracinhos para o alto (esse movimento libera a glote), puxe levemente suas orelhas para cima (também liberará a glote). Mas, se de tudo, nada, se o engasgo parcial se mantêm, se a tosse não libera a garganta, se a aflição permanece, se a respiração se dificulta, faça a manobra de Heimlich, claro. Se, mesmo depois dessa ação, a criança continua incomodada, com a respiração difícil ou curta, vá com ela para o serviço de emergência. Uma obstrução parcial não vai levar sua criança, nem ninguém, à morte mas pode incomodar muito e, se não for tratada, poderá também originar um processo pneumônico (inflamação dos pulmões por aspiração de alguma substância irritante). Bom, não perca tempo e faça a manobra de Heimlich na forma adequada para lactentes e crianças maiores e não perca tempo. No vídeo a seguir veja a orientação do SAMU para engasgo de criança Desobstrução das vias aéreas superiores em bebês No caso de bebês pequenos, lactentes, dependendo do seu tamanho, ponha ele de barriga para baixo no seu antebraço, em um plano levemente inclinado (com a boca para a posição mais baixa, claro), com a cara virada para um dos lados. Essa posição ajudará a força da gravidade a “escorregar” o que obstrui a garganta. Em seguida dê 5 palmadinhas (leves, observe sua força no desespero para não machucar a coluna vertebral da criança) na região interescapular (embaixo das “asinhas”) e, em seguida, vire o bebê de barrida para cima e faça 5 compressões torácicas com dois dedos, alternadamente. Em criança maior de 1 ano de idade, coloque-a de bruços sobre os joelhos, em plano inclinado, dê as 5 pancadinhas na região interescapular, com a cabeça da criança virada para um dos lados e, em seguida, ponha a criança de pé e faça 5 compressões de Heimlich, com as mãos em concha sobre o estomago da criança movendo-as como uma colher, de baixo para cima. Após a desobstrução, leve a criança para o pronto-socorro para que seja revisada pelo médico pediatra. É preciso que se garanta não haver nenhuma obstrução residual ou comprometimento da saúde. ​ Obstrução das vias aéreas superiores em criança inconsciente Se a criança estiver inconsciente não conseguirá fazer movimentos, nem tossir e, muitas vezes, nem respirar. Chame a emergência ou corra com a criança para o pronto socorro mais próximo mas, nesse meio tempo, verifique se há objetos dentro da boca da criança que sejam fáceis de se retirar com os dedos em pinça (por exemplo, um pedaço de pão, pano, cenoura, banana, boneco que você possa puxar) e, enquanto espera, aplique a respiração boca a boca alternada com massagem cardíaca. O método de reanimação indicado é assim: executar 5 respirações e começar a compressão torácica alternada, quer dizer, se alternam com 2 respirações 30 compressões. ​ Alimentos e outros objetos que são perigosos para crianças Alguns alimentos são realmente perigosos para as crianças pequenas. Até os 3 anos de idade você deverá ter muita atenção ao tamanho e formato de tudo o que dá para seu filho comer. Mas, engasgos também acontecem com crianças maiores que, afobadas, engolem às pressas ou enchem demais a boca de comida. Tenha atenção com o tamanho dos pedaços de comida. Quanto menor a criança, menor deve ser o pedaço, óbvio. Mas bebês também podem se engasgar com alimentos muito pastosos (purés batidos demais, por exemplo). ​ Eu recomendo, por experiência, que o melhor jeito é se amassar, no garfo, a comida dos pequenos que estão aprendendo a mastigar, cortar pequenino tudo o que os maiores vão comer, inclusive uvas, cenoura, salsichas, cerejas, amendoins e carne. Enfim, nada de forma redonda ou oval é adequado pois acomoda no fundo da glote e tampa a respiração. Corte os alimentos no sentido longitudinal, fazendo uns palitinhos que são fáceis da criança pegar com a mão e não obstruem a glote. Nada gosmento ou melado é seguro, pelo mesmo motivo anterior então, altere a consistência. E, por favor, nada de dar “bala dura” para criança de nenhuma idade (as “balas duras” são responsáveis pela morte de muitas crianças, todos os anos, pois se colam às paredes da traqueia

Uma Criança Feliz e Sadia é Barulhenta, Inquieta, Altruísta e Rebelde

É claro, os pais conhecem seus filhos pequenos. Sabem exatamente porque choram: se estão com sono, se é vontade de ir ao banheiro, se têm fome ou sede, se querem chamar atenção com uma birra, se querem vencer os pais pelo cansaço por meio do choro renitente…Sim, os pais conhecem seus filhos e por isso que precisam praticar a empatia para com seus filhos.  Este artigo é sobre duas tendências da pós-modernidade: infantolatria x criançafobia. A Infantolatria é a “fábrica” de pequenos tiranos que serão adultos frustrados e infelizes; a criançafobia é a intolerância com crianças pequenas. Então: ou deixamos as crianças fazerem o que querem para evitarmos birras ou temos tão pouca empatia para com os pequenos que somos incapazes de nos reconectarmos com estes anos maravilhosos, barulhentos e rebeldes que definiram também a nossa infância e passamos a oprimir e silenciar nossas crianças. ​ A Infantolatria é a “fábrica” de pequenos tiranos que serão adultos frustrados e infelizes É quando as atividades da família são definidas em função dos filhos, assim como o cardápio de qualquer refeição. As músicas ouvidas no carro e os programas assistidos na televisão precisam acompanhar o gosto dos pequenos, nunca dos adultos. Em resumo, são as crianças que comandam o que acontece e o que deixa de acontecer em casa. Quando isso acontece e elas já têm mais de dois anos de idade, é hora de acender uma luz de alerta compreendendo que é verdade que existe um período em que os filhos podem reinar na família, mas ele é curto. “A criança deve perder o trono no final do primeiro, no máximo ao longo do segundo ano de vida, para entender que existe o outro, com necessidades e vontades diferentes das dele”, esclarece Vera Blondina Zimmermann, psicóloga do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). ​ A criançafobia é a intolerância com crianças pequenas Nos últimos tempos surgiu um movimento que nos chamou muito a atenção e que nos preocupa: a “criançafobia” Uma criança feliz, que se diverte interagindo e descobrindo o mundo, é barulhenta e rebelde. Isso não quer dizer que uma criança cuja natureza introspectiva não seja feliz. Há de se compreender que, desde a infância, cada ser é ‘unimultiplo’ e sempre haverá uma emoção não revela em seus gestos: sejam introvertidos ou extrovertidos. Este artigo é inspirado no segundo grupo, os extrovertidos. Faz um tempo que aumentou um tipo de oferta em certos hotéis que oferece hospedagem “livre de crianças”. Ou seja, durante a estadia não encontramos bebês e outros menores que possam ‘incomodar’ os hospedes com seu choro ou bagunças na área de lazer. O mesmo ocorre em alguns bares e restaurantes. Trata-se de uma oferta diferente para todos aqueles que querem se livrar dos infantes. Este tipo de movimento está tendo uma grande repercussão nos Estados Unidos e no Reino Unido, o que nos convida a refletir sobre uma questão complexa. Será que nos esquecemos do que é a infância? Temos tão pouca empatia para com os pequenos que somos incapazes de nos reconectarmos com estes anos maravilhosos, barulhentos e rebeldes que definiram também a nossa infância. ​ Quando as crianças nos incomodam nos espaços públicos Começaremos explicando o caso da cantora canadense Sarah Blackwood. No ano passado ela passou por uma situação que a marcou e que ela denunciou com a expectativa de que, com base na sua história, a sociedade refletisse sobre algo importante. Ela deveria fazer uma viagem de avião com seu filho de 23 meses: quando o avião ainda não havia decolado, seu filho começou a chorar. Aos poucos, todos os passageiros começaram a olhar para ela com incômodo. Ela não demorou a ouvir frases de reprovação dizendo “que era uma mãe ruim”, “alguém que não sabia cuidar de seu filho”. Não demorou para que a aeromoça viesse conversar com ela, pedindo que acalmasse seu filho porque os passageiros estavam se queixando, e poderiam considerar a opção de fazê-la sair do avião com a criança se ela não se calasse. O choro de seu bebê durou apenas 10 minutos, porque após este tempo ele voltou a dormir e não acordou até o pouso. Será que as pessoas não sabem mais o que é uma criança? Ninguém lembra que os bebês choram, riem, gritam e falam alto? ​ O que a birra quer dizer? Este é apenas um pequeno exemplo do que muitos pais sofrem dia após dia. Ir ao supermercado, passar um tempo no shopping, comer em um restaurante…. Se uma criança grita, chora ou chama a atenção de outras pessoas é porque seus pais “estão fazendo algo errado”. As birras da criança são um dos aspectos mais desafiadores da educação familiar. Nós tendemos a nos sentir como bons pais quando nossas crianças são sorridentes e à vontade, mas podemos nos sentir impotentes e oprimidos quando eles estão deitados no chão, chutando e gritando. No entanto, acredite ou não, as birras da criança são uma parte importante da saúde emocional e bem-estar da nossa criança, e podemos aprender a ser mais calmo diante deles. Há razões importantes pelas quais a birra da criança é realmente uma coisa boa. É uma ideia incorreta e estigmatizada. Cada criança tem a sua personalidade e a sua forma de interagir em seus contextos mais próximos. Há alguns mais inquietos e outros mais tranquilos, mas isso nem sempre é resultado da educação dada pelos pais. Os bebês choram, e o choro é a linguagem essencial para pedir algo, para se comunicar. É algo natural que toda mãe entende. Deixe chorar até a birra passar, pois ela: alivia o estresse da criança; acalma os pensamentos; faz dormir melhor; aprende a compreender limites e o significado do ‘não’. Precisamos ser mais empáticos e respeitosos quando, em um ônibus ou avião, vemos as mães e pais que tentam acalmar seus bebês durante a viagem. Porque a “criançafobia” está fazendo com que muitos espaços de ócio comecem a vetar a entrada de menores de idade. No entanto, ao fazer isso eles também proíbem a entrada dos pais. É algo sobre o qual vale a pena refletir. ​

Transtorno de dependência de tela é real e pode danificar o cérebro do seu filho

Da próxima vez que você sair de casa e se aventurar em um lugar público, tire um minuto para dar uma olhada. Se estivermos vivendo no mesmo planeta, não demorará muito para você ver uma criança com os olhos colados em uma tela quase tão grande quanto o rosto dela. Embora tenhamos testemunhado alguns incríveis avanços tecnológicos no século 21, os pais perceberam que entregar a uma criança o seu smartphone ou tablet é uma solução conveniente para tédio ou acessos de birra. No entanto, essa coisa chamada “tempo de tela” está criando novos problemas de saúde mental e comportamentais em crianças pequenas. Algumas delas choram, algumas quebram as coisas e outras até ameaçam o suicídio. Transtorno de Dependência de Tela: Excessivo Tempo de Tela Explicado Se as crianças estão jogando videogames ou usando aplicativos de smartphones, há uma montanha crescente de evidências sugerindo que os meninos e meninas jovens estão exibindo um comportamento viciante. Por quê? Em grande parte devido à extensa exposição ao tempo de tela (não regulamentado). ​ Enquanto os cérebros adultos são mais desenvolvidos, os cérebros das crianças são suscetíveis a mudanças significativas na estrutura e na conectividade que podem prejudicar o desenvolvimento neural e levar a um transtorno de dependência de tela. Outras classificações de transtorno de dependência de tela são: • Transtornos de dependência da Internet • Transtorno de jogos na Internet • Uso problemático da internet • Uso compulsivo da internet • Uso patológico de videogames • Vício em video games • Uso de tecnologia patológica • Vício em jogos online • Dependência de telefone celular • Vício do site de rede social • Vício no Facebook No artigo de pesquisa do Dr. Aric Sigman, psicólogo, publicado no Jornal da Associação Internacional de Neurologia Infantil, ele escreve: “‘Adicção’ é um termo cada vez mais usado para descrever o crescente número de crianças que participam de uma variedade de diferentes atividades de tela em um dependente, de maneira problemática “. Se você tem um filho ou neto, os sintomas a seguir podem se apresentar se o tempo de tela deles – especialmente na internet e nos videogames – comprometer sua capacidade de funcionar. • Preocupação • Sintomas de abstinência • Tolerância crescente • Não reduzir ou interromper as atividades da tela • Perda de interesses externos • Continuação apesar das consequências negativas • Mentir sobre a extensão do uso • Uso para escapar do clima adverso ​ Como é prevalente o transtorno de dependência de tela entre as crianças? Um estudo de 2015 publicado no Behavioral Sciences (Basel) descobriu que 12 por cento dos jovens adolescentes eram “gamologistas patológicos”. Embora jogar videogames não exija substâncias químicas ou intoxicação, os pesquisadores sugerem que isso poderia levar a sintomas semelhantes ao vício, incluindo os listados acima. Para o psicoterapeuta Dr. George Lynn, baseado em Seattle, 80% dos problemas de seus pacientes resultam de muito jogo, assistir a muitos vídeos on-line ou usar excessivamente as mídias sociais. Como resultado, o Dr. Lynn está testemunhando “uma síndrome de personalidade que vem do abuso e basicamente descontrolado do uso recreativo da mídia de tela durante o dia e à noite”. “A maioria dos médicos, médicos de família, até mesmo psiquiatras não estão atentos ao fato óbvio de que uma criança pode estar recebendo apenas duas a três horas de sono à noite, se isso”, diz o Dr. Lynn. “E isso causa problemas de personalidade.” O que o muito tempo de tela está realmente fazendo aos nossos filhos Tornar-se alguém com um transtorno de dependência de tela pode ter efeitos devastadores. De acordo com Claudette Avelino-Tandoc, especialista em Desenvolvimento Familiar e Desenvolvimento Infantil e Consultora em Educação Infantil, o transtorno de dependência de tela pode levar à insônia, dor nas costas, ganho ou perda de peso, problemas de visão, dores de cabeça, ansiedade, desonestidade, sentimentos de culpa e solidão. Em última análise, no entanto, os efeitos a longo prazo desses sintomas podem ser tão graves quanto os danos cerebrais. De fato, vários estudos explorando os efeitos do transtorno de dependência de tela mostraram que o cérebro das crianças encolhe ou perde tecidos no lobo frontal, estriado e ínsula; essas áreas ajudam a governar o planejamento e a organização, a supressão de impulsos socialmente inaceitáveis e nossa capacidade de desenvolver compaixão e empatia, respectivamente. “Dispositivos ou gadgets não são ruins em si. São ferramentas úteis e essenciais para comunicação, pesquisa, aprendizado, entretenimento, entre outras coisas ”, diz o Dr. Avelino-Tandoc. “Os pais estão lidando com aprendizes do século 21, o que chamamos de ‘nativos digitais’. Eles devem permitir que seus filhos manipulem essas ferramentas. No entanto, o equilíbrio é a palavra chave ”. ​ 5 dicas para pais com filhos que têm um transtorno de dependência de tela De acordo com as novas recomendações da Academia Americana de Pediatria para o uso de mídia infantil e os métodos do Dr. Lynn: 1 – Para crianças menores de 18 meses, evite o uso de mídia de tela diferente de bate-papo por vídeo. Pais de crianças de 18 a 24 meses de idade que desejam introduzir mídia digital devem escolher uma programação de alta qualidade e assisti-la com os filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo. 2 – Para crianças de 2 a 5 anos, limite o uso da tela a 1 hora por dia de programas de alta qualidade. Os pais devem co-visualizar mídia com crianças para ajudá-las a entender o que estão vendo e aplicá-las ao mundo ao seu redor. 3 – Para crianças de 6 anos ou mais, estabeleça limites consistentes para o tempo gasto usando a mídia e os tipos de mídia, e certifique-se de que a mídia não substitua o sono adequado, a atividade física e outros comportamentos essenciais à saúde. 4 – Defina regras básicas com antecedência e aplique-as ao designar tempos livres de mídia juntos, como jantar ou dirigir, bem como locais sem mídia em casa, como quartos. 5 – Mantenha conversas comunicando-se continuamente sobre cidadania e segurança on-line, inclusive tratando outras pessoas com respeito on-line e

Em escolas da Dinamarca, empatia é matéria curricular

O sistema educacional da Dinamarca inclui aulas obrigatórias que ensinam empatia a seus alunos desde 1993. Tendo relação com isto ou não, há sete anos o país escandinavo permanece na lista dos três países mais felizes do mundo de acordo com relatório da ONU. O sistema educacional da Dinamarca inclui aulas obrigatórias que ensinam empatia a seus alunos desde 1993. Uma hora do dia é alocada a cada semana para o ” Klassens tic ”, no qual estudantes de 6 a 16 anos recebem aulas de empatia. Bem, eles acreditam que aprender a ter e praticar empatia os ajudará a construir relacionamentos, evitar o assédio moral e obter sucesso. Durante esse período, os alunos conversam sobre seus problemas. Eles podem ser problemas pessoais ou problemas com qualquer coisa relacionada à escola. O restante da turma, juntamente com o professor, discutirá maneiras de como resolver o problema. O professor ajuda os alunos, ensinando-lhes sobre a verdadeira compreensão e sobre acolhimento. Durante a aula de Klassens, esta é a oportunidade de o aluno de ser ouvido, de receber o incentivo de outros através da escuta. No processo, eles também aprendem a importância do respeito mútuo. De acordo com o estudo de Sandahl e Alexander, existem duas maneiras pelas quais os dinamarqueses ensinam empatia. Primeiro, eles ensinam através do trabalho em equipe. E 60% das tarefas realizadas na escola já cumprem essa função. Em vez de se concentrar em estimular o aluno a ser o melhor entre os colegas, o currículo dinamarquês se concentra no desenvolvimento e aprimoramento das habilidades e talentos, e também no desenvolvimento de outros estudantes que não têm o mesmo talento. Nas escolas dinamarquesas, não há troféus ou prêmios. Em vez disso, eles se concentram na “cultura da motivação para melhorar, do aluno para com ele mesmo”. É a isso que os autores se referem quando consideram que a educação é o segredo da felicidade. Quando falam sobre educação, referem – se a uma sociedade humana e coesa, com sistemas estabelecidos para apoiar a todos. ​ Fonte: Psicologias do Brasil, com informações de Nation.

Transtornos mentais em adultos começam na infância em 75% dos casos

Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com escolas públicas de São Paulo e do Rio Grande do Sul, mostra que 80% dos estudantes com algum transtorno mental — como por exemplo ansiedade, fobias, déficit de atenção, hiperatividade ou esquizofrenia — não recebem tratamento médico nem psicológico. Os pesquisadores realizaram uma série de exames de neuroimagem, além de avaliações genéticas e psiquiátricas em 2.511 alunos com idades entre seis e 12 anos. Destes, 652 apresentaram pelo menos um transtorno mental, mas apenas 20% haviam recebido algum tipo de tratamento. ​ O psiquiatra Guilherme Polanczyk, um dos responsáveis pelo estudo, diz ser uma ameaça silenciosa, embora o tratamento primário (sem a necessidade de um especialista) baste na maioria dos quadros. A atenção é necessária de qualquer maneira, pois grande parte das condições é crônica, em 75% dos casos persistem até a vida adulta. “As instituições de ensino têm um papel-chave na identificação e intervenção quando há transtornos mentais. Nessa fase, a criança desenvolve habilidades sociais, empatia, capacidade de resolver problemas, autocontrole, cruciais para a vida adulta”, argumenta o pesquisador do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) para o Jornal da USP no Ar. Recursos no Brasil são escassos na educação, bem como no atendimento psicológico, segundo Polanczyk. “Nos Estados Unidos e na Europa, serviços de saúde mental estão na escola, assim os sintomas são encontrados com prontidão”, diz o psiquiatra. “Os transtornos podem se apresentar em diferentes condições: ansiedade, medo, fobia, ataques de pânico, depressão. E em outras formas menos frequentes, apesar de encontrados em amostras de adolescentes, como déficit de atenção, transtornos comportamentais, bipolar, obsessivo-compulsivo e esquizofrenia”, aponta. Os colégios deveriam não apenas trabalhar na prevenção, como promover a saúde mental. ​ O docente comenta que não existem dados representativos da população brasileira, mas que a pesquisa indica uma importante pista. Ele diz que “13% das crianças apresentaram transtorno clínico, outras 20% subclínico, que acontece quando há sintoma, no entanto, não ultrapassam a barreira diagnóstica, e 80% daquelas com o problema não receberam nenhum tratamento”. Um indicativo preocupante, já que a amostragem do ensaio está localizada em São Paulo e Porto Alegre — dois ricos centros urbanos. “No interior e estados mais pobres, as taxas de tratamento devem ser ainda menores”, estima Polanczyk. ​ O especialista estuda esse problema no Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Infância e Adolescência (INPD), cujo  site pode ser acessado neste link. “ Lá, cientistas de várias universidades, USP e Unifesp entre elas, desenvolvem projetos de pesquisa e transmissão do conhecimento para a comunidade. Muita coisa já poderia e deveria ser aplicada, inclusive”, finaliza. ​ Fonte: JORNAL DA USP