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Sífilis congênita

Sífilis congênita: o que é? A sífilis congênita é uma infecção que resulta da disseminação do Treponema pallidum, da gestante infectada e não tratada ou inadequadamente tratada, para o seu filho. Essa disseminação se dá principalmente por via sanguínea, através da placenta. A gestante infectada pode transmitir a sífilis para o seu bebê em qualquer fase da gestação, mas a probabilidade varia com a fase da doença e o tratamento realizado, sendo tanto maior quanto mais recente a infecção, variando de 30 a 100%. A contaminação também pode ocorrer de forma direta, no canal de parto, se existir lesão genital na mãe. O aleitamento materno não transmite o Treponema pallidum, a menos que exista lesão mamária por sífilis. A sífilis congênita possui estratégias de prevenção bem definidas, bem como tratamento efetivo e de baixo custo disponível. No entanto, tem ocorrido aumento expressivo da doença nos últimos anos, e ela continua sendo um dos grandes desafios para as políticas públicas de saúde.A infecção do feto pode resultar em aborto espontâneo, natimorto, nascimento prematuro ou de baixo peso. Os recém-nascidos acometidos podem apresentar sintomas ao nascimento ou tardiamente, em geral nos primeiros três meses de vida, podendo surgir até os dois anos (precoce) ou após esse período (tardia). Os sintomas podem envolver diversos órgãos e sistemas, desde pele, órgãos internos até sistema nervoso e ossos, podendo resultar em sequelas que perduram por toda a vida. A importância do pré-natal na prevenção da sífilis congênita A sífilis congênita ocorre em recém-nascidos de mães que apresentam sífilis durante a gestação. A transmissão pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou estágio da doença materna, sendo que a probabilidade de sua ocorrência vai variar, principalmente, com o tempo de exposição do feto e do estágio clínico da doença da mãe. Assim, quanto mais recente a infecção materna não tratada, maior o risco. Os fatores associados com alto risco de a gestante contrair sífilis são: ausência ou inadequação de pré-natal, gestante adolescente, uso de drogas ilícitas, múltiplos parceiros sexuais, história de outras doenças transmitidas sexualmente na gestante ou parceiro sexual e baixo nível socioeconômico e cultural. Para diminuir o risco de sífilis congênita é de extrema importância realizar um bom pré-natal, desde o início da gravidez. A assistência pré-natal deve ser oferecida a todas as gestantes, com no mínimo seis consultas de atenção integral qualificada. Na primeira consulta deve-se realizar um exame de sangue para verificar se a gestante é portadora da sífilis e repetir no início do 3º trimestre de gestação. Nos casos em que o exame confirme o diagnóstico de sífilis, deve ser realizado o tratamento com penicilina na gestante e em seu parceiro sexual. Isso pode evitar a passagem da doença para o feto prevenindo sífilis congênita. É fundamental que a gestante realize todos os exames solicitados durante o pré-natal e seja esclarecida sobre os resultados e a necessidade de tratamento. Qual é o tratamento da sífilis congênita? Antes de pensar no tratamento da sífilis no recém-nascido devemos salientar que podemos evitá-la se a mãe com a doença receber o tratamento adequado. O tratamento é realizado na gestante, com injeção intramuscular de penicilina, uma dose por semana durante três semanas. Muito importante: também no parceiro, com uma aplicação, na maioria dos casos. Nos casos em que a gestante não sabia que era portadora da doença – ou ela e o parceiro não fizeram o tratamento adequado – o bebê pode ter sífilis congênita. O tratamento do recém-nascido deve começar o mais rápido possível, de preferência durante a internação na Unidade Neonatal. Para o tratamento da sífilis congênita no bebê é recomendado o uso de penicilina também, mas por mais tempo. Dependendo dos exames da mãe e do recém-nascido, a duração pode ser de até 10 dias, por via endovenosa, como o bebê internado. Se for tratado de forma correta o bebê tem grande chance de se curar completamente e evitar as complicações da doença. Após a alta hospitalar, o bebê deverá ser encaminhado para acompanhamento ambulatorial especial. ​ Fonte: Departamento Científico de Neonatologia da SPSP

Estrabismo

Estrabismo em crianças O que é?Estrabismo é a falta de alinhamento entre os olhos. Enquanto um dos olhos aponta para frente, o outro olho desvia para dentro, para fora, ou no plano vertical. A criança com estrabismo pode manifestar o desvio de forma constante ou episódica. Por que acontece?Estrabismo não é raro em crianças e resulta de um problema no controle do movimento ocular. A via responsável por esse controle tem início no cérebro, seguindo pelos nervos e atingindo os músculos dos olhos. Qualquer anormalidade nesta via pode resultar em estrabismo. Pode haver um componente familiar, no qual vários membros da família têm problema semelhante, ou pode aparecer em crianças sem nenhum histórico familiar. Como é feito o diagnóstico? Por vezes, nos grandes desvios, qualquer pessoa consegue ver que um dos olhos está desviado, mas é na avaliação ortóptica que se avalia a força e a interação dos músculos e que se confirma o diagnóstico de estrabismo. Deve ser salientado que os pequenos desvios são tão nocivos quanto os grandes e que algumas condições, como o epicanto (uma prega de pele da pálpebra superior), levam ao falso aspecto de estrabismo. Tratamento O objetivo do tratamento é promover o alinhamento para que os dois olhos apontem para a mesma direção e assim possam trabalhar juntos promovendo a visão de profundidade. Existem diferentes formas de tratamento, que são indicadas conforme o quadro clínico, e podem ser aplicadas individualmente ou de forma combinada:• Prescrição de óculos de grau que neutralizam total ou parcialmente o desvio ocular.• Óculos com prismas para aliviar o sintoma de visão dupla se presente.• Prescrição de exercícios para fazer em casa.• Correção cirúrgica. Como é feita a cirurgia? Uma pequena abertura é feita na conjuntiva (membrana que recobre o olho) para acessar um ou mais dos seis músculos oculares. Os músculos são, então, reposicionados na parede do olho, com procedimentos para fortalecê-los ou enfraquecê-los, de modo a criar um novo equilíbrio de forças que alinha os olhos. A anestesia geral e a alta no mesmo dia é a regra. A recuperação é rápida e a criança retorna à escola em poucos dias. Depois da cirurgia a criança deixa de usar os óculos?A cirurgia corrige o alinhamento ocular, mas não o grau para óculos. Muitas crianças continuam a usar os óculos depois da cirurgia. ​ Fonte: Departamento Científico de Oftalmologia da SPSP

Novas recomendações da Dra. Mônica Picchi contra o SARAMPO

Quem deve se vacinar: ​  Crianças a partir de 6 meses até 1 ano de idade; ​  Todos entre 15 a 29 anos devem tomar a vacina, independente do seu histórico vacinal. ​ Contra indicado para: ​ Menores de 6 meses; Gestantes; Pacientes portadores de doenças imunossupressoras. ​ O que é o sarampo? O sarampo é uma virose – um vírus com genoma RNA (paramyxovirus do grupo morbilivirus). Como a maior parte das doenças de disseminação respiratória, o sarampo era bem mais comum no inverno pela maior aglomeração de pessoas.  ​ Quais os sintomas? Tosse, coriza, conjuntivite e febre. Após poucos dias da contaminação aparece o típico exantema (erupções avermelhadas na pele) do sarampo, que iniciam no tronco. O exantema não coça e dura pouco mais que uma semana. Bem no começo do exantema aparecem manchas brancas muito típicas nas mucosas, mais fáceis de ver na mucosa oral – as manchas de Koplick. ​ Prevenção A prevenção é com vacina. A vacina do sarampo é extremamente efetiva e tem poucos riscos.  ​ Riscos e complicações O sarampo pode levar a várias complicações. A mais comum é a pneumonia bacteriana – principal responsável pela morte de crianças desnutridas. As complicações neurológicas, no entanto, assustam mais. Além de algumas agudas, como encefalite transitória, há uma encefalite crônica que sempre evolui mal e para o óbito. Ela ocorre anos depois do sarampo e é resultado da persistência do vírus no sistema nervoso central. É rara, mas assustadora. Em adultos o sarampo é ainda mais grave. O diagnóstico é mais difícil e há uma pneumonia não bacteriana, pelo vírus do sarampo mesmo, que pode ser muito grave. ​ Transmissão A transmissão ocorre por gotículas respiratórias e a doença é muito contagiosa. 90 % das pessoas suscetíveis adquirem sarampo ao entrar em contato com alguém contaminado. A doença dá imunidade definitiva: só se tem sarampo uma vez. O sarampo é contagioso dois dias antes de o exantema surgir e até cinco dias depois. ​ Tratamento O tratamento é sintomático e das complicações tratáveis, como a pneumonia. Não há tratamento antiviral específico. ​ Segue abaixo nota da  Secretaria Municipal da Saúde da cidade de São Paulo 24/07/2019 ​ A Secretaria Municipal da Saúde da cidade de São Paulo realiza atualmente uma Campanha de Vacinação contra o Sarampo. O público-alvo da ação é: – Todas as crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas durante a campanha, e essa vacina não será válida para a rotina, devendo ser agendada uma nova dose aos 12 meses de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. — Todas as pessoas entre 15 e 29 anos devem ser vacinadas indíscriminadamente, independente do número de doses anterior. – Profissionais da saúde também estão no foco desta campanha. E precisam ter duas doses da vacina. A Campanha de Vacinação que inicialmente seria finalizada em 12 de julho foi prorrogada até 16 de agosto. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal no público alvo da campanha. A adesão à vacinação é fundamental para conter o surgimento de novos casos da doença na capital. Com a ampliação do prazo, São Paulo passa a fazer parte da Campanha Intermunicipal de Vacinação Contra o Sarampo, que incluiu as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Osasco e Guarulhos, todas na região metropolitana de São Paulo foram definidas como locais prioritários para a vacinação. A tríplice viral é fornecida ao município pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde e está disponível durante todo o ano na rede municipal de saúde. A vacina deve ser aplicada em duas doses a partir de um ano de vida da criança até 29 anos de idade. Pessoas de 30 a 59 anos (nascidos a partir de 1960) devem receber uma dose. A vacina é contraindicada para mulheres grávidas e indivíduos imunossuprimidos. Fonte: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/

Cólicas no primeiro ano de vida

Cólica: o que é e quais os sinais As clássicas cólicas do lactente se destacam em prevalência, variando de 10 a 30% em todo o mundo. Refere-se ao choro súbito, inexplicado e inconsolável (que não responde às medidas habituais de conforto), que costuma ocorrer a partir da segunda semana de vida, sendo a sexta semana a fase do pico de choro do lactente, durando até os três meses de idade. A cólica típica se manifesta como uma crise de choro forte, agudo, estridente e “em crescendo”, acompanhada de face mais avermelhada ou contraída, as mãos ficam apertadas, as coxas ficam fletidas sobre o abdome (o famoso encolhimento de pernas do bebê). Com frequência ocorre a eliminação de gases, que parece trazer um alívio temporário para a crise. Esse choro persiste por algum tempo, cessa espontaneamente, mas pode retornar logo a seguir, quando a cólica volta a ocorrer. Todas estas manifestações representam uma crise de dor que ocorre mais frequentemente entre 18 e 22 horas. Na prática, então, a cólica é frequentemente caracterizada apenas pelo choro sem motivo aparente, que ocorre em crianças saudáveis com ganho de peso e estatura dentro do esperado. Quais as causas Nenhum fator isolado explica a cólica do lactente, podendo ser uma variante normal e estar relacionada à imaturidade fisiológica. Pode também resultar de um distúrbio no binômio mãe-filho, em que a angústia e ansiedade maternas geram estresse e inquietação no bebê, interferindo no momento da amamentação. Outras causas podem ser: técnica incorreta de amamentação, que resulta em aerofagia (criança engole ar); distonia neurovegetativa, resultando numa motilidade intestinal alterada, com aumento do peristaltismo e da pressão retal. O excesso de gases – que gera flatulência e distende as alças intestinais provocando as cólicas – também pode ser atribuído a uma má absorção fisiológica e transitória da lactose. Para lactentes em aleitamento artificial, o preparo incorreto da fórmula é uma causa importante. O que fazer e como tratar Diante deste momento de choro inconsolável, que traz aos pais um sentimento de frustração e impotência, o mais importante é manter a calma e ter muita paciência para poder ajudar o bebê a passar por esse período. Algumas intervenções comportamentais podem ser eficazes no manejo das cólicas: aconchegar a criança para junto do corpo, intercalando com exercícios de massagem no abdome e movimentos com as pernas “tipo pedalar uma bicicleta”. Além disso, a redução de estímulos como “chacoalhar” e diminuir o nível de barulho no ambiente também ajuda a reduzir a frequência e a intensidade do choro. Corrigir a técnica de amamentação, propiciando uma pega adequada do seio materno e a não deglutição de ar, bem como o correto preparo e diluição da fórmula láctea, em caso de bebês não amamentados exclusivamente, também são intervenções importantes. Em alguns casos, a intervenção na dieta pode ser efetiva, com exclusão temporária da proteína do leite de vaca da dieta materna em lactentes em aleitamento materno. Já quando o bebê estiver em uso de fórmula láctea, a troca por fórmulas parcialmente hidrolisadas ou com baixo teor de lactose, pode ajudar. A intervenção farmacológica deve ser discutida caso a caso com o pediatra que acompanha o lactente. A Dimeticona é um óleo inerte que quebra as bolhas de ar, reduzindo a flatulência e o uso de analgésicos comuns pode ser necessário. Quando não se tratar da clássica cólica do lactente Fora dessa faixa etária, principalmente após o sexto mês de vida, quando há a introdução da alimentação complementar, as cólicas ainda podem ocorrer com intensidade e frequência diferentes, dependendo da causa. A introdução da alimentação complementar por si só pode causar cólicas devido a adaptação do organismo a esses novos alimentos apresentados. Além disso, a ingestão excessiva de alimentos, bem como de alimentos impróprios para essa fase, como salgadinhos e guloseimas, pode provocar desconforto tanto intestinal quanto gástrico. Verminoses, incomuns nessa idade, podem ocorrer por falta de higiene no preparo dos alimentos e na falta de fervura da água oferecida à criança. Infecções, tanto por vírus quanto por bactérias, também podem acometer o bebê, porém costumam estar associadas a outros sintomas (vômitos, diarreia, febre). A constipação intestinal, ou intestino preso, pode ter a cólica como sintoma importante, associada a dificuldade para evacuar. Pode ser causada por uma dieta pobre em verduras, legumes e frutas, além da baixa ingestão de água. Todos os casos devem ser avaliados e orientados individualmente pelo pediatra, o melhor profissional para acompanhar as crianças em todas as fases da vida. ​ Fonte: Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da SPSP.

O Ovo é um aliado ou vilão?

Quando falamos em ovo sempre há uma polêmica: o ovo faz bem ou faz mal? O ovo é considerado o segundo alimento mais completo de todos, perdendo apenas para o leite materno no quesito de nutrientes, porque ele é rico em aminoácidos, cálcio, sódio, iodo, selênio, colina e vitaminas (A, B, D e E), trazendo inúmeros benefícios à saúde.Entretanto, muita gente também conhece a famosa associação do ovo com o colesterol, o que conferiu ao alimento um verdadeiro status de vilão da nossa alimentação. Benefícios do ovo Além de sua composição natural com diversos nutrientes essenciais, o ovo pode favorecer muitos aspectos de nosso desenvolvimento físico e mental, podendo nos ajudar a ganhar músculos e perder gordura.O ovo pode ser consumido de várias maneiras, e é fácil de ser preparado. Vejam alguns benefícios de se ingerir ovos:  Emagrecimento Os ovos são ricos em albumina, uma proteína de digestão lenta. Isso faz com que a pessoa se sinta satisfeita de forma mais rápida e sacie a fome com poucas calorias. Além disso, ele também promove a formação da musculatura magra e diminui a gordura no corpo.• Bem-estarUm dos maiores benefícios do consumo de ovos é a sensação de bem-estar, porque o alimento possui o triptofano, matéria-prima da serotonina. Essa substância é conhecida como o hormônio da felicidade, estando ligado ao prazer e realização pessoal.• Desenvolvimento das criançasO ovo é uma alternativa econômica e altamente nutritiva. Por isso, quando faz parte da alimentação das crianças, ele estimula o crescimento e evita a desnutrição.• Melhora da visãoA presença de carotenóides no ovo também traz muitos benefícios para nossa visão. Isso porque essas substâncias têm efeito antioxidante e protegem os olhos dos efeitos da luz ultravioleta.E quanto ao colesterol?Mesmo com tantos benefícios, o ovo foi acusado de ser um vilão do nosso colesterol. Mas esse fato foi contestado por muitos especialistas e pesquisas científicas. O ovo não afeta realmente o colesterol se for ingerido até 5 vezes por semana – cozido, de preferência. Na verdade, o alimento só têm impacto no colesterol nos casos em que o paciente sofre de hipercolesterolemia genética.Um ovo tem o valor médio de 178 miligramas de colesterol por unidade, uma quantidade considerada razoável. Em contrapartida, a gordura trans e o excesso de carboidratos são os maiores responsáveis por aumentarem o LDL, conhecido como colesterol ruim, ao longo tempo.Salmonela no ovoO maior risco no consumo de ovos esta relacionado a contaminação com a bactéria salmonela, que causa uma séria infecção intestinal.Portanto, não é recomendado o consumo de ovo com gema mole (crua) – especialmente no caso de ovos sem procedência conhecida. O cozimento da gema é capaz de matar a bactéria e acabar com qualquer perigo à nossa saúde.Como qualquer alimento, o ovo também exige alguns cuidados no manuseio e armazenamento para não oferecer nenhum risco ao ser humano. Por isso, é importante comprar ovos de origem confiável e garantir que o alimento esteja fresco na hora do consumo.Fonte: Site Minha Vida

Banho de Ofurô

O banho além de relaxamento muscular oferece ao bebê um momento prazeroso de contato e aconchego com a água. O banho de imersão completa-ofurô, pode ser feito em bacia apropriada já disponível no mercado a preço acessível ou improvisado em um balde (como o da foto) “recheado” com toalhas bem felpudas, que se “incham” em contato com água quente dando a sensação deliciosa ao bebê de “Retorno ao útero”. Este momento de preferência não deve ser um banho de limpeza ou higienização… apenas um momento de descontração e relaxamento para ambos ou trio (mamãe e/ou papai e bebê), se possível acompanhado de musica infantil ou relaxante mais óleo essencial na água, apenas 2 gotas de erva doce ou camomila dão aquele aroma que tornam esse momento ainda mais especial. E pode acreditar depois de um banho destes, todos vão ter uma noite de “anjos” com um sono muito mais relaxante. Experimentem!!! Boa noite.

Autismo e alergia alimentar

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) caracteriza-se por uma coleção de condições do neuro desenvolvimento, levando a deficiências na comunicação e interação social, comportamentos repetitivos e padrão de interesse restrito. A criança com TEA costuma selecionar os alimentos durante a refeição, recusando o que não conhece ou que apresente textura e sabor diferentes. Daí, então, a importância de se oferecer alimentação adequada desde os primeiros meses de vida, tais como aleitamento materno e alimentos naturais. Por muito tempo, esse padrão alimentar justificou a elevada frequência de distúrbios gastrointestinais, como diarreia e constipação (intestino preso), observados nos primeiros três anos de vida das crianças com TEA. Entretanto, no início da vida, além do desenvolvimento do padrão alimentar e da colonização microbiana no trato digestório da criança, há o desenvolvimento dos sistemas nervoso e imunológico no intestino. A falha de qualquer um desses componentes pode causar alteração intestinal importante. O sistema imunológico do indivíduo com predisposição genética para o autismo, ao ser estimulado por um agente infeccioso – principalmente viral, ou outro (tóxico, estresse etc) – é capaz de ativar determinadas células e liberar substâncias inflamatórias e tóxicas ao sistema nervoso central (SNC), conhecidas como neurotoxinas. Consequentemente, há um aumento na permeabilidade da estrutura que protege o SNC, chamada barreira hematoencefálica (barreira sangue/cérebro), facilitando a entrada de outras células e substâncias pró-inflamatórias que ativam as terminações nervosas localizadas especialmente nas áreas do cérebro denominadas hipotálamo e diencéfalo, que são responsáveis pela regulação das emoções. Esse evento é também chamado encefalite focal. Recentemente, foi sugerido que a alergia, principalmente alimentar, poderia levar a essa encefalite focal, aumentando o risco de TEA. Com o objetivo de melhorar aspectos comportamentais e de aprendizagem em crianças autistas, foram criados inúmeros tratamentos dietéticos, como a dieta livre de caseína e de glúten. Alguns estudos, embora pequenos, por curto período de tempo e sem metodologia científica adequada, em que eliminaram o glúten e a caseína da dieta dos pacientes autistas, mostraram melhora da linguagem e outros aspectos. Entretanto, outros estudos mais duradouros e com maior valor científico não confirmaram esses resultados ou foram inconclusivos. Diante de tais evidências, o valor terapêutico das dietas isentas de glúten e/ou caseína ainda é limitado e indefinido. Outra consideração importante é que o número de casos de pessoas com doença celíaca (intolerância ao glúten) entre os autistas não é superior ao encontrado na população normal. Além disso, embora a sensibilidade ao glúten nāo-celíaca possa se apresentar com aspectos clínicos diversos, incluindo sintomas neurológicos, as evidências atuais não são suficientes para indicar uma dieta sem glúten nestes pacientes. Os riscos dessas restrições alimentares é que podem se associar a rejeição social, estigmatização, dificuldades de socialização e integração, com potenciais efeitos adversos no próprio TEA. As dietas de exclusão de glúten e/ou caseína, ou mesmo outro alimento, não devem, portanto, ser indicadas a pacientes com TEA, exceto se apresentarem diagnóstico bem definido de intolerância ou hipersensibilidade alimentar. ​ Fonte: Departamento Científico de Alergia da SPSP.

Meu filho está se desenvolvendo bem? Quando me preocupar?

O desenvolvimento é um processo que nos acompanha em toda a nossa existência e resulta da interface entre fatores genéticos e experiências vividas. Quando nasce, a criança ainda enxerga muito pouco e de maneira muito borrada. Por volta de um mês, começa a fixar o olhar em pessoas próximas (como a mãe, no momento da mamada), porém o movimento dos dois olhos ainda é independente e, com cerca de seis meses, esses movimentos passam a ser coordenados. Se isso não acontecer, a possibilidade de estrabismo deverá ser investigada. A visão do bebê vai se aprimorando no decorrer dos meses e atinge a visão do adulto por volta dos dois anos. Outros sentidos, como audição e tato, já estão mais desenvolvidos no nascimento. Olfato e paladar começam a se desenvolver no 2° trimestre da gestação e vão continuar amadurecendo até o final da primeira infância. O desenvolvimento neuropsicomotor é contínuo e previsível. Ele ocorre desde os primeiros dias de vida, numa sucessão coordenada de aquisições. Estímulos e ambiente adequados e sem riscos são fundamentais para que elas surjam em toda sua potencialidade. Existem algumas idades que consideramos como “esperadas” para que a criança comece a apresentar determinadas habilidades. São os chamados “marcos do desenvolvimento” como, por exemplo, sentar por volta dos seis meses e falar as primeiras palavras com cerca de um ano. Entretanto, algumas crianças podem demorar um pouco mais para desenvolver certas capacidades e essas variações são absolutamente normais. Marcos do desenvolvimento Costumamos separar o processo do desenvolvimento da criança por faixas etárias e por áreas, visando facilitar seu entendimento e a atenção nos marcos que caracterizam cada fase. De forma simplificada, estas áreas caracterizam-se em:• Motora Grossa: começando pelo sustento da cabeça ao redor dos 2-3 meses; sentar sem apoio ao redor dos 6-7 meses; ficar de pé ao redor dos 10 meses e começar a andar sozinho ao redor de um ano de vida.• Motora Fina: colocar as mãos na boca com dois a três meses; agarrar um objeto com quatro meses; alcançar e segurar um objeto com seis meses; transferi-lo de uma mão a outra com nove meses e realizar movimento de pinça com 10 meses.• Linguagem: desde o nascimento, o bebê reage aos sons (se assusta); vira a cabeça na direção do som por volta de dois meses; entre dois e três meses começa a emitir sons de vogais; por volta de cinco e seis meses já interage aos estímulos emitindo sons; entre sete e oito meses reconhece o “não” e o seu próprio nome e, por volta de um ano, começa a utilizar as primeiras palavras.• Interação Social: por volta de dois meses o bebê inicia o chamado “sorriso social” em resposta a um estímulo (como uma brincadeira feita pelos cuidadores). Com quatro meses já começa a gargalhar e convocar os pais para uma brincadeira; ao redor dos seis meses começa a responder pelo nome; aos nove meses começa a demonstrar medo de estranhos e ter noção da ausência ou presença, na chamada “ansiedade da separação”. Com 12 meses o bebê já aponta e entrega brinquedos nas mãos dos pais para compartilhar seus interesses. Os sinais de alerta É normal haver variações na aquisição desses marcos do desenvolvimento, como citamos antes. Entretanto, é fundamental que os pais estejam preparados para detectar atrasos significativos, os chamados “sinais de alerta ou “red flags”. São eles: 2 meses:• Não reage a vozes ou sons• Não segue com o olhar objetos em movimento• Não levanta a cabeça quando deitado de bruços• Não mostra interesse em observar a face das pessoas 4 meses:• Não sorri em resposta a estímulos• Não faz vocalizações• Não sustenta a cabeça• Não consegue trazer as mãos para perto da boca 6 meses:• Não tenta segurar objetos com as mãos• Não olha em direção a vozes• Não sorri com frequência quando brinca com você 9 meses:• Não balbucia sílabas• Não fica sentado sem apoio• Não rola• Não interage, não chama a atenção por meio de sons ou jogando objetos no chão• Não demonstra medo de separação dos pais/cuidadores 12 meses:• Não responde quando chamado pelo nome• Não fica de pé com apoio• Não olha para onde os cuidadores apontam• Não responde a brincadeiras de esconder 15 meses:• Não emite palavras simples como “mamãe” e “papai”• Não faz movimento de pinça• Não aponta para objetos que deseja 18 meses:• Não usa pelo menos seis palavras• Não entende ordens simples• Não anda com independência• Não aponta para demonstrar interesse Dois anos:• Não utiliza duas palavras combinadas• Não segue comandos• Não imita ações ou palavras• Faz pouco contato visual• Não anda com autonomia Caso seja observado um sinal de alerta, esse deve ser levado prontamente ao conhecimento do pediatra que acompanha a criança e este poderá julgar a necessidade de uma avaliação de profissional que atua na área de desenvolvimento infantil. Regressões do desenvolvimento também são sempre preocupantes. Se a criança deixa de apresentar uma habilidade que já tinha desenvolvido (como balbuciar, falar ou andar), isso deve ser imediatamente investigado. ​ Fonte: Grupo de Desenvolvimento e Aprendizagem da SPSP

Ouvindo e falando

A ligação entre ouvir e falar é bem estabelecida. Sabemos que a integridade do sistema auditivo é uma das condições fundamentais para que a fala se desenvolva. Assim como a linguagem, são a comunicação interpessoal e o aprendizado. A criança já é capaz de ouvir desde a vida intrauterina. Ouvindo, a criança começa a estabelecer uma comunicação com a mãe e outros ao seu redor que vai se moldando com o passar do tempo em palavras e orações. A maioria das crianças hoje é submetida ao teste da orelhinha, ainda na maternidade. É apenas uma triagem da integridade da audição naquele momento. Outros problemas auditivos podem aparecer nos primeiros anos de vida comprometendo a audição. Mesmo perdas auditivas leves podem estar associadas ao desenvolvimento das habilidades de comunicação receptiva e expressiva, problemas de aprendizado, dificuldade de comunicação e isolamento, assim como trocas de fonemas na fala e prejuízo do vocabulário. Na presença de atrasos no desenvolvimento da fala é fundamental a avaliação auditiva. ​ Fonte: Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SPSP.

Sete orientações para o seu filho dormir melhor

Dormir bem é um dos aspectos mais importantes para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde da criança. É um hábito associado não só à prevenção de doenças mas também a melhoras no aprendizado, no humor e no bem-estar mental. Por isso, enumeramos algumas regras bem fundamentadas para levar em conta na hora de estabelecer um sono ideal para o seu filho. ​ 1. Criar uma rotina para dormir e acordar Em qualquer idade é importante estabelecer horários regulares para ir dormir e para despertar. Na medida do possível, vale evitar mudanças impactantes nesses horários, mesmo nos finais de semana. Os cochilos diurnos, comuns até os cinco ou seis anos, devem ocorrer no início da tarde. Na adolescência, existe uma tendência natural a dormir mais tarde. Mas isso deve ser monitorado pelos pais a fim de evitar um tempo insuficiente de sono. ​ 2. Manter um tempo adequado de sono Baseada em inúmeros estudos, a Academia Americana de Medicina do Sono definiu a quantidade de sono necessária para cada faixa etária. Considerando as características individuais, os pais devem ter como objetivo manter o tempo de sono de seus filhos próximos às recomendações estipuladas abaixo — lembrando que é essencial que o maior tempo de sono ocorra no período noturno.• 4 a 12 meses: 12 a 16 horas de sono por dia, incluindo sonecas• 1 a 2 anos: 11 a 14 horas de sono por dia, incluindo sonecas• 3 a 5 anos: 10 a 13 horas de sono por dia, incluindo sonecas• 6 a 12 anos: 9 a 12 horas de sono por dia• 13 a 18 anos: 8 a 10 horas ​ 3. Buscar o relaxamento antes de dormir Algumas horas antes de ir para cama, o ambiente em casa deve se acalmar: o ideal é evitar agitação e brincadeiras vigorosas, bem como o uso de telas luminosas, seja a do celular, seja a da televisão. A atividade física deve ocorrer no máximo até duas horas antes do sono. Para os pequenos relaxarem, além do banho, são bem-vindas músicas calmas, histórias e massagens. Para os mais crescidos, banho, música tranquila e a leitura de um livro caem bem. ​ 4. Dormir na sua própria cama A recomendação é acostumar a criança, desde cedo, ao seu berço ou cama. O ideal é colocá-la sonolenta ali e deixar que se adapte e tome gosto por seu espaço. Sim, procure não levar o pequeno para a cama dos pais durante a noite. As sociedades de pediatria recomendam que a criança deva dormir no quarto dos pais pelo menos até os 6 meses de vida — nunca na cama dos pais, cabe frisar. Essa proximidade é importante para socorrer o bebê diante de alguma eventualidade e evitar a chamada morte súbita do lactente. ​ 5. Ter atenção com a alimentação à noite No caso do bebê, a alimentação durante a madrugada deve ser retirada a partir de 9 ou 10 meses de idade. Pensando nos mais velhos, um leite morno ou alguma refeição leve estão liberados antes de dormir. Já pratos abundantes e gordurosos devem ser evitados. Refrigerantes e bebidas com cafeína são contraindicados também. ​ 6. Montar um ambiente adequado Procure transformar o quarto em um lugar tranquilo, silencioso e seguro. Se alguma luz for necessária, utilize um tipo bem fraco, mantendo a penumbra. Adequar a temperatura ambiente também é importante. O berço do bebê, no primeiro ano de vida, deve ser o mais “limpo” possível. Protetores de berço, cobertas soltas, travesseiros ou colchões muito fofos devem ser evitados, pois colocam o bebê em risco. O “amiguinho de dormir”, a partir dos 5 meses, ajuda na independência do bebê, já que é um objeto de transição. Mas fique atento às especificações de tamanho, cor e textura do brinquedo. ​ 7. Privilegiar uma posição no sono Essa vale especialmente para os bebês: nos primeiros meses de vida, eles precisam ser colocados para dormir sempre na posição supina, ou seja, de barriga para cima. Essa medida é comprovadamente essencial para a prevenção da morte súbita. Em relação às crianças mais velhas, qualquer dificuldade associada à posição ou à manutenção do sono à noite deve ser comentada e discutida com o pediatra. ​ Fonte: Departamento Científico de Medicina do Sono da Sociedade de Pediatria de São Paulo.