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Segurança na hora do bebê dormir

Dormir de barriga para cima é mais seguro A posição mais segura para colocar o bebê para dormir, tanto nos cochilos durante o dia, quanto no sono da noite, é a de barriga para cima, até completar um ano de vida. Nessa posição a criança tem menor risco de aspiração (em caso de regurgitação ou vômito) e engasgo, pois a anatomia da via aérea do bebê e o reflexo da tosse (reflexo faríngeo), que é a contração da parte de trás da garganta, vão impedir que isto aconteça. As posições de bruços e de lado são perigosas para o bebê pequeno dormir, pois podem atrapalhar o fluxo de ar e sua respiração. Dormir de lado favorece o bebê virar de bruços, por isso essa posição também é desaconselhada. Estudos mostram que colocar o bebê de barriga para cima para dormir pode reduzir significativamente o risco de morte súbita: nos anos 1990, campanhas internacionais – nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Inglaterra – de orientação para os pais sobre a posição mais segura para os bebês dormirem conseguiram reduzir esses índices em 50%, especialmente entre os 2° e 4° meses de vida. Todas as medidas citadas, salvo indicação contrária, são para bebês de até um ano. Fale sempre com seu pediatra e, se o bebê ainda não nasceu, agendem consulta para ter essas e muitas outras informações importantes. ​ Fonte: Pediatra Orienta ​

Afogamentos: Academia Americana de Pediatria atualiza orientações de prevenção

No Brasil, o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e adolescentes, e os cuidados não devem ser redobrados apenas em praias e piscinas ​ Quantas mães deixam seus filhos brincando pela casa enquanto cozinham? Afinal, o que pode ter de tão perigoso nisso? Pois, há poucos dias, a pequena Elmar Dahil, de 2 anos, se afogou, acredite, em um balde enquanto a mãe estava distraída preparando o jantar a poucos metros de distância. O caso aconteceu na cidade de Bursa, na Turquia, de acordo com o The Sun. ​ A mãe, Fatma Dahil, esqueceu o balde – que usaria para limpar a casa – em um dos cômodos. “Quando a encontrei, ela não se mexia. Eu a tirei imediatamente e gritei para os meus vizinhos. Eu não sabia que minha filha tinha caído no balde”, conta a mãe, desolada. No hospital, os médicos confirmaram que a criança já chegou sem vida. ​ Um afogamento pode ser mesmo silencioso e rápido. Seja em balde, banheira, piscina ou praia, ele está entre as principais causas de mortes de crianças no mundo todo. No Brasil, somente em 2016, 913 meninas e meninos de zero a 14 anos perderam suas vidas em razão desse tipo de acidente. Destas, mais de 400 tinham menos de quatro anos. Já nos Estados Unidos, em 2017, quase 1 mil crianças morreram de afogamento e 8,7 mil visitaram uma sala de emergência do hospital por esse motivo. ​ Como manter seu filho seguro na água ​ NOVAS ORIENTAÇÕES Para reorientar a atenção dos pais e médicos, a Academia Americana de Pediatria atualizou as recomendações sobre segurança na água. “Muitas dessas mortes ocorrem quando não se espera que as crianças estejam nadando ou quando têm acesso imprevisto à água. Crianças são naturalmente curiosas; é por isso que precisamos implementar outras estratégias, como cercas de piscina e fechaduras de portas”, orientou Sarah Denny, principal autora da declaração política “Prevention of Drowning”, publicada em março. O documento contém estratégias para proteger as crianças em cada etapa de sua vida. Veja quais são elas: ​ – Os pais devem ficar sempre atentos na hora do banho; – Após o banho é recomendável esvaziar imediatamente baldes, banheiras e piscinas; – As crianças devem usar sempre coletes salva-vidas enquanto estiverem perto de lugares com piscina, lagos, rios e mares; – Para casas com piscina, a medida de segurança mais importante é ter uma cerca que rodeie completamente a piscina e a isole da casa; – Os pais nunca devem deixar as crianças sozinhas ou sob os cuidados de outra criança enquanto estiverem em ou perto de banheiras, piscinas e praias; – Não deixe crianças pequenas sozinhas no banheiro; – Quando bebês ou crianças pequenas estão dentro da água, um adulto deve estar ao alcance de um braço, proporcionando constante “supervisão por toque”; – Mesmo com crianças mais velhas e que saibam nadar, o adulto deve se concentrar na criança e não se envolver com outras atividades que causem distração. ​ APRENDENDO A NADAR Ainda segundo AAP, todas as crianças devem aprender a nadar. “Pesquisas descobriram que as aulas de natação são benéficas para crianças a partir de 1 ano, e podem diminuir as taxas de afogamento”, afirma Linda Quan, coautora da declaração de política. Aqui, no Brasil, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é a de que as crianças comecem a praticar natação a partir dos 6 meses. A partir dessa idade, o conduto auditivo (parte interna do ouvido), que até então era reto, forma uma curvatura, dificultando a entrada da água e reduzindo as chances de infecção. Além disso, o bebê também já estará imunizado contra alguns agentes.  No entanto, nessa fase os bebês ainda não aprendem a nadar de fato. “Só por volta dos 3 anos é que ele terá maturidade suficiente para repetir os movimentos ensinados e prender o ar para mergulhar. É quando as academias deixam de exigir a presença dos pais nas aulas”, explica a pediatra Daniela Piotto, do Fleury Medicina e Saúde (SP). “Alguns lugares oferecem uma aula especial em que as crianças nadam com roupa para que saibam se virar em caso de acidentes, o que é fundamental”, destaca a especialista. “As famílias podem conversar com o pediatra pra saber se a criança está preparada para as aulas de natação e depois procurar um programa com instrutores experientes e bem treinados. Idealmente, os programas também devem ensinar ‘competência em água’ – a capacidade de sair da água se o seu filho acabar nela de forma inesperada”, explica Linda Quan. Além disso, segundo ela, a atividade pode ser uma ótima atividade em família. “A água está em toda parte e precisamos de múltiplas ações para proteger as crianças dos riscos mortais que ela representa”, finaliza a pediatra. ​ Fonte: Revista Crescer 

Segurança no berço

O berço deve ter superfície firme de apoio e nada mais deve estar nele, como brinquedos, travesseiros e almofadas, pois podem sufocar o bebê durante o sono. O bebê pode estar enrolado numa manta do tórax para baixo, sempre deitado de barriga para cima. Alguns cuidados na hora da escolha do berço deixarão a hora do sono mais confortável e segura:• Estrado: de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, é melhor que o estrado seja uma placa inteira.• Grades: a distância entre as grades precisa ser de, no máximo, 6 cm para evitar que a criança passe o ombro, mãos ou pés nos vãos. A altura das laterais deve ser medida desde a base de cima do colchão e ter, no mínimo, 60 centímetros. Se as grades forem móveis, devem possuir sistema de travamento.• Pintura: deve ser feita com tinta atóxica.• As bordas e partes salientes devem ser arredondadas.• Colchão: o colchão ideal para bebês deve ter densidade de 18 (D18). O vão entre a lateral do móvel e o colchão não pode ser maior que 2,5cm. ​ ​ Fonte: Coordenação do Blog Pediatra Orienta

Muito cuidado com o Slime

Pais, muito cuidado com o Slime! O slime virou uma febre entre as crianças. Essa “geléia” pode ser comprada pronta ou feita em casa. O problema é que algumas pessoas estão tendo complicações após brincar com o produto, principalmente por conta de uma substância química utilizada na mistura: o bórax. O bórax é uma substância química conhecida como borato de sódio e realmente oferece riscos para quem o manipula, principalmente sem o uso de equipamentos de proteção individuais.Esta substância pode causar muitos problemas a saúde por ingestão, mesmo somente colocando a mão na boca, como também por contato na pele causando desde alergias até queimaduras, além de ser absorvida pela pele da criança indo até a corrente sanguínea. O bórax pode causar muitos sintomas gastro-intestinais desde náuseas e vômitos, assim como diarreia e até sangramentos. Causa também uma dor abdominal muito importante, além de poder desencadear sintomas respiratórios também. E uma coisa muito importante, não existe exames específicos para se detectar a intoxicação pelo bórax e não há antídotos e já há muitas crianças internadas por intoxicação pelo Bórax.Ao fazer o slime em casa, a criança não sabe ao certo quanto utilizar de cada substância. “Mesmo pensando em água boricada é preciso tomar cuidado com a quantidade que vai ser utilizada no slime”.Por isso, é preciso ter cuidado com a quantidade de outros ingredientes também utilizados na fabricação do slime , como creme de barbear, cola branca, tinta e bicarbonato de sódio. Outra substância muito utilizada no slime é o amaciante. Este produto é um saneante domissanitário e pode ser muito tóxico se ingerido, inalado ou em contato com a pele.A fabricação do slime é um momento em que a criança tem a chance de preparar o brinquedo junto com os pais ou amigos. Por isso, é importante procurar por receitas que envolvam menos substâncias tóxicas e comprar produtos que são registrados ou brincar com os produtos industrializados já prontos. Aviso importante aos pais: náusea , vômito, diarreia , dor abdominal e lesões de pele após maneio do slime, ligue para seu pediatra! ​ Fonte: Dr. Carlo Amino

Manobra de Heimlich – como desengasgar uma criança e salvar sua vida

Quando uma criança engasga é um baita susto! Aprenda aqui a fazer a manobra de Heimlich, fácil, rápida e eficiente ação que pode salvar a vida de quem se engasgou. ​ É importante a gente saber essas coisas pois, em casos de asfixia, engasgo, a ação de quem está perto tem que ser rápida e eficiente. A menor maneira de se ajudar uma pessoa, de qualquer idade, a se livrar de um objeto que ficou preso na garganta, traqueia, e aplicar a manobra de Heimlich em que se usa as mãos para exercer forte pressão no músculo do diafragma que, pela compressão dos pulmões, induzirá uma tosse artificial, um movimento que expulsará o que estiver obstruindo a respiração. A aplicação em bebês e grávidas tem de ser muito cuidadosa. ​ Sinais de obstrução das vias aéreas superiores 1. A vítima tosse com desespero 2. A vítima agarra a garganta com as mãos (exceto bebês, claro) 3. Cianose (cor da pele cinzenta ou azulada) 4. As veias do pescoço ficam dilatadas 5. Perda da consciência Uma recomendação aqui é necessária: Quando uma criança se engasgar nunca tente retirar o que tem na boca com seus dedos pois poderá empurrar tudo mais para dentro – só será viável se parte do objeto estiver ao alcance dos seus dedos em pinça. Também não o sacuda nem o vire de ponta cabeça (sim, no desespero a gente faz tudo isso). O mais efetivo é mesmo a manobra de Heimlich, em suas variantes para as diversas idades. O vídeo a seguir mostra a manobra de Hemlich. Existem três cenários possíveis para um engasgo ou obstrução das vias aéreas superiores: obstrução parcial, obstrução completa com a criança consciente e obstrução completa com a criança inconsciente. Em cada um dos casos veja o que você pode e deve fazer. ​ Obstrução parcial Este caso é tranquilo, não se preocupe mas atenda a criança que, com certeza, estará assustada com a sensação de engasgo. A criança estará chorando, aflita com a comida que não passou direto para o estomago, por exemplo. Incentive a criança a tossir, faça com que ela levante os bracinhos para o alto (esse movimento libera a glote), puxe levemente suas orelhas para cima (também liberará a glote). Mas, se de tudo, nada, se o engasgo parcial se mantêm, se a tosse não libera a garganta, se a aflição permanece, se a respiração se dificulta, faça a manobra de Heimlich, claro. Se, mesmo depois dessa ação, a criança continua incomodada, com a respiração difícil ou curta, vá com ela para o serviço de emergência. Uma obstrução parcial não vai levar sua criança, nem ninguém, à morte mas pode incomodar muito e, se não for tratada, poderá também originar um processo pneumônico (inflamação dos pulmões por aspiração de alguma substância irritante). Bom, não perca tempo e faça a manobra de Heimlich na forma adequada para lactentes e crianças maiores e não perca tempo. No vídeo a seguir veja a orientação do SAMU para engasgo de criança Desobstrução das vias aéreas superiores em bebês No caso de bebês pequenos, lactentes, dependendo do seu tamanho, ponha ele de barriga para baixo no seu antebraço, em um plano levemente inclinado (com a boca para a posição mais baixa, claro), com a cara virada para um dos lados. Essa posição ajudará a força da gravidade a “escorregar” o que obstrui a garganta. Em seguida dê 5 palmadinhas (leves, observe sua força no desespero para não machucar a coluna vertebral da criança) na região interescapular (embaixo das “asinhas”) e, em seguida, vire o bebê de barrida para cima e faça 5 compressões torácicas com dois dedos, alternadamente. Em criança maior de 1 ano de idade, coloque-a de bruços sobre os joelhos, em plano inclinado, dê as 5 pancadinhas na região interescapular, com a cabeça da criança virada para um dos lados e, em seguida, ponha a criança de pé e faça 5 compressões de Heimlich, com as mãos em concha sobre o estomago da criança movendo-as como uma colher, de baixo para cima. Após a desobstrução, leve a criança para o pronto-socorro para que seja revisada pelo médico pediatra. É preciso que se garanta não haver nenhuma obstrução residual ou comprometimento da saúde. ​ Obstrução das vias aéreas superiores em criança inconsciente Se a criança estiver inconsciente não conseguirá fazer movimentos, nem tossir e, muitas vezes, nem respirar. Chame a emergência ou corra com a criança para o pronto socorro mais próximo mas, nesse meio tempo, verifique se há objetos dentro da boca da criança que sejam fáceis de se retirar com os dedos em pinça (por exemplo, um pedaço de pão, pano, cenoura, banana, boneco que você possa puxar) e, enquanto espera, aplique a respiração boca a boca alternada com massagem cardíaca. O método de reanimação indicado é assim: executar 5 respirações e começar a compressão torácica alternada, quer dizer, se alternam com 2 respirações 30 compressões. ​ Alimentos e outros objetos que são perigosos para crianças Alguns alimentos são realmente perigosos para as crianças pequenas. Até os 3 anos de idade você deverá ter muita atenção ao tamanho e formato de tudo o que dá para seu filho comer. Mas, engasgos também acontecem com crianças maiores que, afobadas, engolem às pressas ou enchem demais a boca de comida. Tenha atenção com o tamanho dos pedaços de comida. Quanto menor a criança, menor deve ser o pedaço, óbvio. Mas bebês também podem se engasgar com alimentos muito pastosos (purés batidos demais, por exemplo). ​ Eu recomendo, por experiência, que o melhor jeito é se amassar, no garfo, a comida dos pequenos que estão aprendendo a mastigar, cortar pequenino tudo o que os maiores vão comer, inclusive uvas, cenoura, salsichas, cerejas, amendoins e carne. Enfim, nada de forma redonda ou oval é adequado pois acomoda no fundo da glote e tampa a respiração. Corte os alimentos no sentido longitudinal, fazendo uns palitinhos que são fáceis da criança pegar com a mão e não obstruem a glote. Nada gosmento ou melado é seguro, pelo mesmo motivo anterior então, altere a consistência. E, por favor, nada de dar “bala dura” para criança de nenhuma idade (as “balas duras” são responsáveis pela morte de muitas crianças, todos os anos, pois se colam às paredes da traqueia